domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vencer os desafios.


Os desafios da nova realidade empresarial são enormes. Desde logo resistir à tentação da solução fácil de reduzir custos produtivos.

Para vencer a chamada crise, embora lhe possamos chamar nova realidade em detrimento de crise, temos todos que recordar os valores da sociedade humana.
Valores da transparência, ética, e acima de tudo da solidariedade, mas não de uma solidariedade relacionada com esmola, ou donativos, refiro-me a uma solidariedade de oportunidades.

Oportunidades para quem esteja disponível para as agarrar.

Só com trabalho e criação de valor podemos voltar a crescer. Os últimos anos tem trazido novos hábitos de consumo e de acesso fácil a fundos que outrora seriam impossíveis de obter. Todos, e especialmente os que tem a responsabilidade de gerir empresas tem que olhar em frente e acreditar que é possível voltar a equilibrar o sistema. Para tal é fundamental:

(i) Honrar compromissos para com todos os intervenientes no processo de funcionamento das organizações. Pagar a horas, respeitar e promover colaboradores e criar valor para os clientes.

(ii) Eliminar os negócios de especulação que tanto desequilibro trouxeram a sociedade em geral. Valorizar activos de forma objectiva, ou seja usando as ferramentas que estão ao nosso alcance, calculando o valor actual de fundos que esses activos podem libertar.

(iii) Todos nós, trabalhadores olharmos aos nossos deveres em primeiro lugar e só depois aos nossos direitos. Os trabalhadores das empresas tem que respeitar as organizações que lhes pagam o seu alimento. Cada trabalhador é tão mais valioso quanto mais valor criar para a sua organização.

A figura do estado providente tem que estar disponível sim, mas para aqueles que realmente dela necessitam, e não para os que não produzindo qualquer valor, mas tendo competencias para tal, vivem de forma parasitária e à custa de todos os que de forma desequilibrada pagam os seus impostos a tempo e horas.

As empresas são o motor da economia e não o estado, os consumidores são os motores das empresas, se criarmos valor para os consumidores, estaremos a contribuir para o crescimento das empresas e da economia.

Para criarmos valor para os consumidores temos que conhecer ou criar estas necessidades e aqui entra a inovação, tantas vezes promovida de forma artificial e depois esquecida na prática.

Há uns dias chegou-me às mãos um projecto inovador que criará valor para um sector muito afectado pela chamada crise. O sector da habitação. Financeiramente o projecto necessita de cerca de 50.000 euros para arrancar, mas os bancos contactados afirmam, e passo a citar, "é uma ideia nova, depois se vingar nós apoiamos". Parece-me lamentável que estas instituições não disponham de competencias necessárias para verificarem que de facto se trata de um bom projecto, como outros haverá. No caso concreto, pouparia 3 subsidios de desemprego e criaria de facto valor para o sistema.





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